Através da chuva olhava as arvores e
as via vomitar suas flores,pintando toda a rua
era como se a chuva fosse apenas de flores e o
caminho ficava inteiro marcado pela chuva
Espaço onde escrevo sobre o que gosto e também o que des(gosto),onde ponho para fora o que tô sentindo no momento...enfim sou Eu falando(escrevendo)o que sinto.!!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Pai,por mais que eu não compreenda e as vezes pergunte porque comigo,porque dessa maneira,e no desconsolo eu chore.
No fundo eu sei que teus planos,teus pensamentos para mim são melhores que os meus,e qe tua vontade mesmo diferente da minha é a melhor e que o que eu chamo de demora é na verdade cuidado teu para que tudo seja perfeito e caprichado.
E mesmo quando não entendo teus planos,eu confio.
sábado, 2 de junho de 2012
É tudo instante...
Aquele beijo,aquele amor, aquele sonho bom!!
E tudo passa.
Não se repete! Nenhum beijo é igual ao outro, nenhum eu te amo
soa da mesma maneira toda vez que é dito.
Então aproveita e vive, cada instante como se soubesse que não haverá outra oportunidade
de ver o amigo,de ouvir aquela música,de apreciar a chuva com suas cores e aromas.
Só vive.
sábado, 2 de julho de 2011
O menino do coração encantado

Mais uma vez chegando atrasada à aula,quando adentrei a sala estava um breu,exibia-se um documentário. Entrei para o fundo onde ele estava,me desviei das cadeiras sentei-me numa delas e me ajeitei
e perguntei a ele que filme era aquele e ele respondeu: “um documentário sobre a Cultura Moche”.
Pedir um doce ele me deu balas,mas com sempre eu além de querer o doce ainda exigia que fosse chiclete e se não bastasse devolvia a embalagem vazia ao bolso do coitado. Ficamoss em silêncio alguns instantes,mas não resisto e acabei começando a cochichar,mas meu cochicho é alto e o pobre ficava até sem graça de conversar,pois alguns poucos alunos queriam prestar atenção ao documentário,mas ainda bem que logo terminou e as luzes foram acesas pelo professor e o mesmo começou a falar sobre o que se tinha assistido, e então podemos conversar mais a vontade sem cochichos,ele havia pego uma caneta para anotar algo digno de nota e eu roubei a caneta para fazer um desenho e lhe ofertar,ele ficou a espiar enquanto eu traquinava depois desistiu e esperou para ver o fim da obra.Quando lhe entreguei o sapinho ele fez-se em risos e disse que guardaria em seu caderno.
Ao fim da aula corremos para o ponto de ônibus fomos ainda falando sobre a tediosa aula e lembrando do sapinho.
Estava depois lembrando de quando passamos cinco horas juntos escrevendo relatórios sobre as viagens da droga da optativa,eu conversando e ele produzindo e rindo de minhas bobagens e as vezes falando as suas também,ouvimos musica,foi muito bom.
Lembrei também do dia em que chorei e ele fez o que um amigo faria,não tentou dizer o que ele faria em meu lugar ou quis me dá conselhos fáceis,ele apenas me ouviu e tentou por um riso em meus olhos esbugalhados.
As aulas terminaram, mas não nossa amizade, e um belo dia ele apareceu com uma história de que havia perdido o sapo e queria outro,mas no momento estava com cólica e não teria inspiração para fazer outro anfíbio e prometi que o faria assim que a inspiração voltasse e que o coloriria já que o primeiro foi sem cor e ele o coloriu com seu marca-texto.
Passaram-se alguns dias sem nos vermos e eu já estava com saudades de suas loucuras e respostas malucas as questões que verdadeiramente não saberia responder.
Ele apareceu por lá e ficamos conversando , perguntou pelo sapo ,porém eu ainda não o havia e prometi que logo chegaria ,depois foi embroa e ficamos longos dias sem nos encontrarmos.
Numa segunda feira comum ele apareceu quando o encontrei estava lendo algo com um titulo interessante e meus olhos se espicharam para abelhar,era um texto sobre sapos foi o que pensei ao ver o titulo,perguntei se era bom e ele disse que ele que havia escrito e me deu e diss-me”escolhe o título...esse titulo aí é provisório.” A minha pergunta de porque eu deveria escolher o título e não ele ,disse-me:” Você foi a matéria prima.!!”
Li o texto ainda no resto de aula e fui para casa ,no outro dia emprestei o texto a uma amiga que o achou lindo. Fiquei indecisa entre os os títulos,mas me decidir por “O enigma do Sapo”.
Uns dias depois encontrei o autor do texto disse-lhe qual foi o título escolhido e ele concordou ,nos despedimos.
Nos dias que seguiram fiquei pensando no Enigma do Sapo,afinal aquele Sapo havia ganhado vida,ele atribuiu a mim este feito,mas eu já havia outras vezes criado anfíbios como aquele e em nenhuma outra ocasião ele havia saído por aí andando. Então pensei o encanto nem sempre está em quem cria,mas em quem recebe a criação e assim percebi o encanto estava no coração do menino que foi presenteado com o sapinho feito por mim.
Pensando nisso lembrei de outras ocasiões em que ele mostrou seu encanto,como no dia em que chorei,meu coração estava apertado e ele sem dizer frases rebuscadas,sem dizer nada na verdade,me fez melhorar,seu jeito companheiro,sua ternura nos olhos de “pinipimpim” me fizeram alegre naquele momento.
Percebi então que a vida havia me dado um grande presente,um grande amigo. Lembrei-me do dia em que nos conhecemos,depois da aula nos encontramos no ponto de ônibus e fomos juntos conversando como se fossemos grandes amigos,mas acho na verdade que já éramos,afinal amigos de verdade se reconhecem.
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